segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

desmame

Hoje o Tito completa 1 ano e meio de idade. E como o tempo passa voando! Muito impressionante... Hoje Tito também é uma criança "desmamada". Faz uma semana que ele não mama no peito nem uma vezinha no dia. Um copo de leite em pó pela manhã e outro à noite estão dando conta do recado. Supreendentemente (pra mim, é claro!), o desmame foi muito tranquilo (pra ele, é claro!). Na verdade esse processo foi iniciado mais ou menos em novembro do ano passado quando comecei a ficar meio de saco cheio de amamentá-lo cerca de 1 hora toda noite antes de dormir, sobretudo naqueles dias em que ele ficava indo e vindo do peito. Pode parecer heresia, mas acho que, na experiência da maioria das mulheres de carne e osso, acontecem momentos em que ficamos de saco cheio de amamentar. Mas pra mim, que tinha vontade de amamentá-lo por 2 anos, não foi simples. Conversei com algumas pessoas (agradeço especialmente as queridas amigas-mães-psicólogas Bianca e Clarice), li alguma coisa a respeito e fui tentando, mais do que tudo, ir me preparando e preparando o Tito para esse momento de separação. Conversei muito com ele nos últimos meses, durante a amamentação, que ele estava crescendo, que já estava ficando grande para mamar no peito da mamãe, que a mamãe ia continuar amando ele do mesmo jeito... Enfim, tentei explicar da forma mais simples possível o que estava para acontecer, falando também que eu ia sentir muitas saudades daquele momento. Tem gente que diz que essas coisas não adiantam nada, que o que vale é decidir tirar e pronto. Bem, eu não acredito nisso, acho que ele foi entendendo aos poucos e, segunda passada, foi meio que natural. Eu ia esperar ele completar 1 ano e meio, só que ele pediu pra mamar, eu falei do copo de leite (nos últimos dias antes do desmame inclui meio copo de leite antes de mamada para ele ir se habituando), ele foi pra cozinha, sentou no meu colo, bebeu. Quando ele falou em mamar novamente, disse que ele já tinha jantado e tomado o leitinho e que agora já estava na hora de dormir. Ele deu tchau pra tevê e foi para o quarto. Enfim, ele estava entendendo tudo tão direitinho que não tive coragem de voltar atrás. No segundo dia, foi a mesma coisa, só que aí eu desabei. Chamei Gustavo para colocá-lo para dormir e chorei muito tempo antes de pegar no sono. Acho sinceramente que não existe momento padrão ideal para o desamame. Hoje, na minha cabeça, acho que até 1 ano é o mínimo, depois disso depende da disponibilidade da mãe (em muitos sentidos) e a vontade do filho. Acho que já tinha chegado o momento dele, mas o meu... na verdade, também, só que ainda estou buscando maneiras de elaborar essa separação e encontrar meu lugar de mãe para além das mamadas. Como diz a cantiga infantil: "parece fácil, mas é difícil!". Mas assim como a amamentação pode ser essencial para criar o vínculo entre mãe e bebê, a separação é necessária (seja quando for) para que esse vínculo mude e se fortaleça de outras maneiras. Essa é a minha torcida e minha aposta no momento!

2 comentários:

  1. Vc é ótima, menina. Falta a gente sente, mas fazer o q. Alessandra Mamede

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  2. Ai, to começando a passar por um momento muito parecido, Mãe do Tito! Mas tenho notado há dois dias que Mariana está se separando do peito. Não sei se eu estou preparada para isso...
    Marisa Santana

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