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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

volta às aulas (ao trabalho, à rotina, a sentir saudade...)

Quanto tempo! Acho que atualmente fico tanto tempo sem escrever nada que já não devo ter mais leitor(a) nenhum(a) (e com toda razão, diga-se de passagem). Mas, enfim, acho que, muito naturalmente, a minha vida como mãe foi se readaptando às minhas muitas outras vidas passadas (ou seria o contrário) e essa dinâmica deixa tempo nenhum para outras coisas. Resumindo: faço muitas coisas, sou feliz fazendo muitas coisas e o tempo que sobra quero ficar mais tempo com o Tito, com o Tavo, em casa, com eles, ou batendo perna sozinha, conversando com as amigas, lendo e quase nunca escrevendo aqui. O que se há de fazer? (Pode ter a ver, ainda, com o fato de ter retomado a análise há quase um ano...).

Enfim, nesse tempo aconteceu tanta coisa que nem sei por onde começar: mudamos de casa, Tito teve uma fase pós-mudança em que não queria entrar ou ficar na escola (e essas semanas foram bem sofridas para nós), meu trabalho entrou em crise (e eu junto), comecei a pensar seriamente (de novo!) em fazer Doutorado, apresentei trabalhos, trabalhei muito e tirei (tiramos!) férias!!!!

As férias foram maravilhosas! Achei que fosse ficar exausta tendo que entreter uma criança muito dinâmica de 2 anos e meio todos os dias o dia todo, mas graças às nossas famílias, correu tudo bem. Claro que houve semanas bem cansativas (imagino que até mais para o Gustavo porque eu voltei a trabalhar uma semana mais cedo que ele), mas tive a sorte de passar a semana anterior a volta ao trabalho na casa de praia de uma de minhas queridas tias, o que serviu para renovar as baterias e fazer muito pouco ou quase nada....

Tito, nesse mês de férias, andou pra cima e pra baixo! Foi várias vezes ao CCBB (exposição India, maravilhosa!), foi ver Palavra Cantada no cinema com a mamãe umas 3 ou 4 vezes, foi para a casa de tod@s avós e tias, brincou muito com o primo João, viajou para serra pra ver a bisa, tios e primas da mamãe, curtiu tias, avó, praia e piscina na casa de praia, muito chamego no papai e na mamãe, muitas saídas de bicicleta na "garupa" do papai, assistiu a muitas e muitas horas de Carros, Procurando Nemo, Monstros S.A., Deu a louca na Chapeuzinho Vermelho, A casa do Mickey, Pocoyó, Pingu etc etc etc, brincou muito de carrinho, trenzinho, trator, comidinha, limpar casa, montar quebra-cabeça, lego e similares. Enfim, a criança se esbaldou.

Achei, portanto, que a volta às aulas seria complicada com ele se agarrando em mim, chorando etc. Sendo assim, já no sábado, comecei a mostrar pra ele o portifólio (maravilhoso, por sinal) que a escola dele monta (e nos manda no final do ano) com os principais trabalhinhos feitos por ele e com fotos de várias atividades em que ele se envolveu. Fui lendo com ele como um livro, relembrando as atividades, os nomes das professoras e d@s colegas, valorizando como é legal estar na escola. Isso pode ter ajudado (ou, de repente, já seria assim de todo o jeito pq ele é uma criança maravilhosa), o fato é que hoje, quando chegamos na porta da escola, ele carregando sua mochilinha no Peixonauta (que havia ajudado a arrumar ontem), Tito parou, tirou o carrinho/ trator que escolheu levar hoje e correu para mostrá-lo para uma de suas professoras enquanto corria e se jogava no chão do jardim com muita felicidade. Me vendo demorar ali mais do que o de costume, ainda conversando com as professoras na entrada, ele veio até mim, me abraçou, deu um beijo e voltou para brincar. Eu, é claro, sai de lá chorando de alegria e de saudade....

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

final de ano

Final de ano é sempre assim: essa sensação de que o ano passou rápido demais, muito calor, muita correria, enfim, é preciso se esforçar para tirar coisas boas desse clima pré-festas e de muito consumo. Nossa vida também anda corrida, tanto que nem tenho conseguido escrever muito por aqui. Mas ainda há o que contar (e mostrar, como viram nos posts mais abaixo). No início de dezembro viajei pela primeira vez a trabalho por mais de um dia (ou seja, indo e voltando no mesmo dia). Fiquei 2 dias e meio fora e tudo correu bem sem mim. Ele ficou com o pai e com os avós paternos e parece que só sentiu falta de mim ao beber o meu leite um dos dias antes de dormir. Não ficou doente (graças a Deus), nem choramingando. Na volta, ele quis mamar (ele tem 1 ano e 3 meses e continua mamando no peito antes de dormir). Logo que cheguei, mamou um tempão e dormiu direto, até o dia seguinte. Pra mim, foi difícil no primeiro dia, porque uma colega que estava no seminário levou a filhinha um pouco mais velha que o Tito. Aí fiquei com saudades mesmo. Mas nos outros dois dias, acho que consegui render bem, trabalhar, jantar e beber com os/as lamigos/as. Acabou sendo legal e estou mais confiante para voltar a fazer viagens de trabalho ano que vem.

Além disso, Tito está com uns dentões nascendo e isso deve estar gerando um certo sofrimento: tosse sem razão aparente, dente; febre sem razão aparente, dente; acorda no meio da noite pra mamar, dente. Enfim, amanhã é dia de voltar na pediatra, mas estes têm sido os últimos diagnósticos. Já fico de mal humor quando tenho afta na boca, nem consigo imaginar meu humor com quatro pré-molares nascendo ao mesmo tempo. Para terem uma idéia, até comida ele recusou dia desses (mas fiquem tranquilos, quando digo comida, digo uma parte pequena do prato)!

Mas a vida segue, com problemas no trabalho, correrias, planos para 2011 e não vendo a hora do recesso chegar! Junto com ele chega o dia em que começam as férias do Tito (depois de amanhã). Sim, ele está em uma escola, e não em uma creche, portanto ele tem um mês e meio de férias!!!! No recesso ficaremos com ele, depois Gustavo tira semanas de férias (e eu acho que conseguirei tirar pelo menos uma também) e no final das férias ele será distribuído entre as avós/ avôs. Assim, todo mundo ajuda, pois vamos precisar muito, mas não fica pesado para ninguém. Na programação: Natal em família, Ano Novo em Vraja e quem sabe uma ou outra viagem pra bem pertinho em janeiro. Veremos: dependerá do clima, da nossa disposição e dos dentinhos do Tito!

sexta-feira, 26 de março de 2010

reflexões

Hoje deu vontade de escrever. Estava voltando agora da escola, onde deixei o Tito e fiquei vendo tantas outras criancinhas entrando e saindo das creches das redondezas e pensei em conversas que tive recentamente com tia Ângela (sempre ela!!!) e com uma vizinha sobre o que as escolas (desde a educação infantil) vêm se tornando (claro que não todas, mas parece ser uma tendência). Elas vêm se tornando mini empresas! Cada vez mais impessoais e cheias de tecnologia inútil que ao invés de trazer para perto, afasta. Elas vendem para mães e pais um modo que busca formar empreendedores e profissionais bem sucedidos. O que é isso?! No meu meio, e eu trabalho há uns 12 anos em ONG, empreendedorismo é uma das palavras mais gastas que eu posso pensar. Serve para qualquer coisa e justifica iniciativas muito legais, mas também projetos sociais que só servem para empresas e afins dizerem pro mundo que fazem algum tipo de "trabalho social". Muitas vezes, ajuda a jogar para adolescentes e jovens a responsabilidade pelo seu fracasso ao não encontrar (ou inventar!) uma maneira de ganhar dinheito, desconsiderando um contexto social e econômico que conforma as chances reais que eles(as) têm de ter ou não sucesso nessa praia... Enfim, não acredito nessa idéia e acho que ela, também nas escolas, está servindo para justificar uma maneira fria, distante e que nada tem a ver com educar.

E aí vem a pergunta: para que educamos nossos(as) filhos(as)? Posso responder por mim, apesar de saber que as respostas não são simples. Sei que não educo meu filho para ser um profissional de sucesso (sobretudo esse sucesso tão cultuado em nossa sociedade). Se ele quiser ser um profissional de alguma coisa, pode escolher bem mais tarde e não na turma da educação infantil. Quero, é claro, que ele seja FELIZ e pra mim felicidade nunca teve nada a ver com o quanto se ganha. Tenho tido a sorte de conhecer pessoaos felizes e infelizes em todas as classes sociais. Claro que quero que ele tenha o suficiente para viver sem aperto, mas também quero muito que ele tenha relações saudáveis com sua família e amigos(as), que possa ter relações afetivas com pessoas legais, que seja alguém capaz de equilibrar trabalho e amor, o emocional e o intelectual, sem deixar de lado o espirutual... Eu quero tantas coisas pro meu filho, acreditando querer que ele seja feliz, que certamento uma idéia não seria capaz de traduzir. Eu quero uma escola que nos ajude a passar pro Tito VALORES que eu julgo essenciais para que ele seja uma boa pessoa e para que seja uma pessoa feliz e esses valores não tem nada a ver com aquela história de empreendedorimo e tudo que daí deriva. Quero solidariedade, respeito, educação, tranquilidade, espiritualidade, uma aposta maior nas pessoas e não nas coisas, igualdade, diversidade, justiça social... Nada disso se aprende só na escola ou só em casa, mas sabemos que educação e família podem jogar papéis fundamentais. Quando a escola escolhe ajudar a cuidar e a educar (e não um jeito de vender seu peixe a todo custo), ela já está formando mães, pais e crianças. Quando eu era pequena (eu tinha uns 7 anos), minha mãe escolheu me colocar em uma escola pública de ótima qualidade (CAP/ Uerj) e até hoje agradeço a ela por isso porque eu sei que devo ao convívio com as diferenças e aos espaços abertos lá e pelas minhas famílias o fato de buscar ser uma pessoa legal, comprometida com as coisas nas quais acredito e que tenta contribuir para vivermos num mundo menos desigual e injusto. No fundo, é isso que quero também pro Tito. Por enquanto, e pelo pouco que vi e vivi da escola onde ele está, acho que tem espaço pra isso lá e fico muito feliz por termos feito essa escolha para o Tito e para nós!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

escola

Tito está oficialmente matriculado e começa no início de março! Agora, tudo tranquilo para pular o Carnaval e começar a comer as primeiras frutas amassadinhas!!! Essa semana ele foi conosco na primeira atividade escolar: um baile de Carnaval! Com direito à bandinha ao vivo, muita marchinha e crianças fantasiadas. Ele dormiu na primeira meia hora e viemos pra casa, mas tem jeito melhor de começar a "estudar"?!