terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Primeiras

Ter um(a) filho(a) é algo maravilhoso! Vejam bem que não sou uma pessoa que sempre quis ter filho, desde criancinha. Ao contrário, tive muita vontade em alguns momentos da minha vida e também muitas dúvidas. Mas agora que o Tito está aí, estou muito feliz mesmo e acredito que a gente pode crescer como ser humano (se estiver disposto(a), é claro) tendo um filho(a). Parece papo de auto-ajuda e sei bem que pra muita gente criar uma outra pessoa não é tarefa das mais fáceis (não estou falando que o é para nós, tá?), não só por exigir muita disponibilidade em todos os sentidos, mas também porque uma certa estabilidade financeira, psicológica e emocial são bem-vindas. Enfim, a chegada de um(a) filho(a) na família pode trazer muitas mudanças e para quem não está disposto a mudar pode se frustrar bastante.

Estávamos nesse domingo mesmo jantando com amigos(as) que tb tiveram filho há pouco tempo e conversando sobre o assunto. A verdade é que para mim e pro Gustavo só tivemos que fazer ajustes na rotina (ao menos por ora, daqui a pouco volto ao trabalho, ele entra para a creche e a coisa complica um pouco mais). Nós não estávamos mais na fase de sair direto com amigos(as) e já faz tempo que gostamos de programas diurnos mais do que dos noturnos, incluindo alguns bem infantis. Enfim, as mudanças já estavam em curso, Tito chegou em ótima hora. Hora também de viver várias coisas de novo de uma perspectiva totalmente diferente. Todo mundo já foi criança, bebê (já dizia a música do Arnaldo Antunes) e já passamos por tudo isso só que a gente não lembra dessa fase (o que acho muito injusto!), então é ainda mais lindo ver os primeiros sorrisos, as primeiras gargalhadas, as primeiras vezes que ele pára o que está fazendo (isso inclui até mamar) para prestar atenção nas pessoas falando ou na televisão. Enfim, citando outra música (dessa vez do Moska), é tudo novo de novo e é tão lindo! Mas, é claro, nem tudo são flores as primeiras vezes também englobam a parte difícil da vida e de ser mãe/ pai. Segunda retrasada, por exemplo, ele teve a primeira febre (nada demais, reação à vacina) e foi desesperador! Esse menino não vai poder ficar doente não, já avisei pra ele! Nada é pior do que a sensação de impotência quando a pessoa que você mais ama no mundo e que não pode se defender direito sozinha não está bem. Foi horrível. E foi também a primeira vez que precisei da pediatra dele e que não consegui encontrar. Graças a Deus, existe o meu querido tio Mauro no mundo e assim as emergências infantis serão poupadas de mais uma mãe histérica! Semana passada também foi a primeira vez que peguei metrô com o Tito, só nós dois, às 17h de quinta-feira. Dá uma pena tão grande vê que o transporte público tem tudo pra dá certo e está desse jeito! Nós andamos de ônibus aqui em Niterói, de barca, mas confesso que nesse fresquinho que está fazendo no RJ (37, 38, 39 graus), estou aproveitando para abusar do táxi enquanto não tenho que pagar creche. Enfim, estamos felizes (re)descobrindo o mundo. Em breve teremos o primeiro carnaval e a primeira creche/ escola (que dor no coração!), mas esses são assuntos para outros posts.

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