sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amamentação e solidariedade

Já estou 100% para amamentar! Não parei em nenhum momento, mas como contei no blog anterior, durante um tempinho entre o final do ano passado e o início desse foi bastante doloroso. O bom de tudo isso é que a partir do post "Amamentação e dor" no Ficando Grávida, a Bianca (uma das organizadoras do CineMaterna) escreveu lá seu comentário e se dispôs a ajudar. Descobri, então, que além de trabalhar para o Cine Materna acontecer, ela também é consultora voluntária de amamentação. Isso quer dizer que ela vai na casa de pessoas que têm dificuldades para amamentar para ajudar mãe e filho(a). Não é o máximo? Eu fico emocionada só de escrever. E tudo começou porque ela teve dificuldades inicialmente para amamentar a sua filha. É tão legal quando a gente consegue transformar as nossas dificuldades e experiências em algo positivo, ajudando outras pessoas. Admiro muito mesmo gente assim! Mas, enfim, acabou que nós (Tito e eu) fomos à casa da Bianca sexta passada e foi ótimo. Aprendi muitas coisas, entre elas que há muitas maneiras de ordenhar o próprio leite (coisa que devemos fazer quando o peito está muito cheio ou empedrado, mas também para armazenar o nosso leite para dar quando não estamos por perto, por ex.). Pude experimentar além da ordenha manual (que já tinha tentado sozinha) com a ajuda dela, dois modelos de bombas manuais (que me machucaram e são bem lentas) e a bomba elétrica. Amei essa última: em pouco mais de 10 minutos, consegui encher uns 150 ml (nunca imaginei que fosse ficar tão feliz com uma coisa dessas)!!! Aprendi também que posso continuar dando só o meu leite para o Tito mesmo depois de colocá-lo na creche (claro que a partir dos 6 meses ele vai começar a comer e beber outras coisas, mas não vou precisar dar leite sintético ou de vaca por um bom tempo!) e fiquei muito empolgada mesmo com isso. Tanto, que já compramos uma bomba elétrica (que além de rápida para extração não me machucou nem um pouquinho).

Mas a coisa de continuar dando só o meu leite pra ele está sendo muito importante pra mim. Além do lado nutricional e imunológico (afinal, ele será em breve um bebê de creche), tem também o lado afetivo. Começamos a procurar uma creche na semana passada e não imaginei que seria tão difícil. Deixar ele com outras pessoas quase o dia todo em um espaço em que ele será mais uma criança vai ser muito difícil pra mim. Levar o meu leite será uma maneira da gente continuar junto, de eu fazer alguma coisa por ele para estender o nosso contato. Enfim, pode parecer maluquice, mas acho que esse primeiro distanciamento entre mãe e filho(a) não é fácil para a grande maioria e manter o meu leite mesmo sem eu estar lá é, de alguma forma, um jeito de não perder totalmente esse vinculo. Em breve, escreverei sobre as creches... Quando eu tiver coragem e mais conformada com a idéia de ele ficar em uma delas. Espero encontrar uma muito bacana em breve.

p.s.Tito fez 5 meses ontem e está ótimo! Essa semana fomos à pediatra e agora ele tem pouco mais de 8kg e 69cm de altura.

Um comentário:

  1. Patricia, seu post também me deixou muitíssimo emocionada! Fico muito feliz de ajudar pessoas como você, comprometidíssimas com a amamentação e, principalmente, com a criação de seu filho. Nós, mães, tendemos a achar que estamos sozinhas, mergulhadas nos problemas de adaptação à nova realidade enquanto mães-mulheres, mas os problemas acontecem com todas, só muda o endereço... e o importante é saber que podemos ajudar umas às outras, todas passamos pelas mesmas experiências e, com sorte, tiramos sempre coisas positivas delas. Um beijo grande pra ti e pro fofíssimo Tito, que ele possa desfrutar desse leitinho delicioso por muito tempo e que no futuro possa saber, através deste registro, do quanto sua mãe batalhou para que tivesse sempre do melhor.

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