Lilypie Second Birthday tickers

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

que venha 2011






Com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com as crianças.

Manuel de Barros


Que tenhamos a capacidade de aprender com as crianças, de enxergar a poesia que há em nossas vidas e de encontrar nossa liberdade no que fazemos, em quem amamos e no que somos! Feliz 2011 para tod@s nós!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

entrevista Michel Odent

Para quem se interessa por questões relacionadas ao parto e primeiro ano de vida do bebê (nada de primeiros cuidados, mas reflexões mais gerais), assista a essa entrevista que o pesquisador e médico francês (um dos maiores defensores do parto humanizado) deu a um canal português. A entrevista é em inglês, mas com legendas em português e está disponível no blog Rituais Maternos.

final de ano

Final de ano é sempre assim: essa sensação de que o ano passou rápido demais, muito calor, muita correria, enfim, é preciso se esforçar para tirar coisas boas desse clima pré-festas e de muito consumo. Nossa vida também anda corrida, tanto que nem tenho conseguido escrever muito por aqui. Mas ainda há o que contar (e mostrar, como viram nos posts mais abaixo). No início de dezembro viajei pela primeira vez a trabalho por mais de um dia (ou seja, indo e voltando no mesmo dia). Fiquei 2 dias e meio fora e tudo correu bem sem mim. Ele ficou com o pai e com os avós paternos e parece que só sentiu falta de mim ao beber o meu leite um dos dias antes de dormir. Não ficou doente (graças a Deus), nem choramingando. Na volta, ele quis mamar (ele tem 1 ano e 3 meses e continua mamando no peito antes de dormir). Logo que cheguei, mamou um tempão e dormiu direto, até o dia seguinte. Pra mim, foi difícil no primeiro dia, porque uma colega que estava no seminário levou a filhinha um pouco mais velha que o Tito. Aí fiquei com saudades mesmo. Mas nos outros dois dias, acho que consegui render bem, trabalhar, jantar e beber com os/as lamigos/as. Acabou sendo legal e estou mais confiante para voltar a fazer viagens de trabalho ano que vem.

Além disso, Tito está com uns dentões nascendo e isso deve estar gerando um certo sofrimento: tosse sem razão aparente, dente; febre sem razão aparente, dente; acorda no meio da noite pra mamar, dente. Enfim, amanhã é dia de voltar na pediatra, mas estes têm sido os últimos diagnósticos. Já fico de mal humor quando tenho afta na boca, nem consigo imaginar meu humor com quatro pré-molares nascendo ao mesmo tempo. Para terem uma idéia, até comida ele recusou dia desses (mas fiquem tranquilos, quando digo comida, digo uma parte pequena do prato)!

Mas a vida segue, com problemas no trabalho, correrias, planos para 2011 e não vendo a hora do recesso chegar! Junto com ele chega o dia em que começam as férias do Tito (depois de amanhã). Sim, ele está em uma escola, e não em uma creche, portanto ele tem um mês e meio de férias!!!! No recesso ficaremos com ele, depois Gustavo tira semanas de férias (e eu acho que conseguirei tirar pelo menos uma também) e no final das férias ele será distribuído entre as avós/ avôs. Assim, todo mundo ajuda, pois vamos precisar muito, mas não fica pesado para ninguém. Na programação: Natal em família, Ano Novo em Vraja e quem sabe uma ou outra viagem pra bem pertinho em janeiro. Veremos: dependerá do clima, da nossa disposição e dos dentinhos do Tito!

Tito no jongo

Nesse final de semana fizemos um programa diferente com o Tito: fomos a uma roda de jongo. Uma amiga querida (Mônica), que trabalha no  Pontão de Cultura do Jongo, nos chamou para a parte lúdica do encontro da rede de jongueiros, que foi na nova sede do Bola Preta, onde o Jongo da Serrinha organiza uma festa de jongo aos sábados à tarde de 15 em 15 dias. Enfrentamos o calor e lá fomos nós, encontrar os/as amigos/as e introduzir Tito a mais esta maniestação da cultura popular (mãe antropóloga dá nisso!). Ele chegou lá com sono (como vcs podem ver pela carinha dele nessa foto), mas depois de uma soneca no colo do papai,...
...dançou com a mamãe,...

...bateu tambor,...
...e no final estava que nem pinto no lixo!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

amamentação e autonomia da mulher

Instigada pela reportagem da "mãe vaca" e pelas respostas publicadas no Blog do Cacá e Mamíferas resolvi me pronunciar sobre o assunto mais uma vez. A pergunta central que está no debate é se a amamentação é um direito ou um dever das mulheres. A matéria que avivou a polêmica questiona nossa possibilidade de escolher tendo em vista as campanhas que estimulam o aleitamento materno e as orientações da OMS e Ministério da Saúde. Não sei se todo mundo que lê o blog sabe, mas eu me considero feminista, sendo assim, acredito que cada mulher tem todo o direito de resolver o que quer e o que deve fazer com o próprio corpo. E é a partir daí e da minha experiência como mãe que ainda amamenta (Tito está com 1 ano e 3 meses e mama todos os dias antes de dormir) que faço minhas reflexões.

Antes de ter o Tito, amamentar não era uma questão. Lembro de mim, já grávida, falando com uma amiga, mãe de duas meninas, que amamentaria no máximo até o 5º mês do bebê e olhe lá. Ela, que vem amamentando sua segunda filha por mais de 2 anos, olhava e calava frente a minha convicção. Depois que o/a bebê nasce e vira seu/sua filho/a, são outros quinhentos. Na verdade, hoje em dia pra mim é difícil entender as mães que optam, conscientemente, por não amamentar pelo menos 6 meses ou aquelas que não insistem em dar o peito e acabam na mamadeira logo no início.

Enfim, sei que cada experiência é muito diferente e que, como me disse uma outra amiga dia desses, nunca conseguimos entender de fato a dor do outro. Mas também acho que gravidez + ter filho/a pode ser uma oportunidade fantástica de confrontar valores, fazer um movimento maior para mudar, para se transformar de fato. Enfim, eu que não queria amamentar estou aí até hoje, depois de muitos empedramentos e passada a fase de 10/ 12 mamadas por dia. É exaustivo sim, é bem difícil para a maioria das mulheres com quem converso e é claro que não vale a pena fazer só por obrigação. Por mais que façamos propaganda dos benefícios nutricionais e da importância para a criação do vínculo mãe-bebê etc, nós somos seres humanos e não vacas, como fala a matéria, portanto precisamos saber e acreditar no que estamos fazendo, encontrar essa disponibilidade para o outro dentro de nós. Sem ela, nada vale a pena no que se refere à maternidade. Mas é claro que nem todo mundo irá encontrá-la através da amamentação. Nisso, estão em jogo tantas coisas (nossa relação com o próprio corpo, nossa relação com marido/ companheiro, nossa relação com nossas famílias e o que ouvimos de nossas mães, sogras e outros familiares). Enfim, muita coisa faz com que nos preparemos bem ou mal para esse momento e possamos fazer nossas escolhas.

Amamentar ou não é invariavelmente uma escolha individual, pessoal e instransferível. E acho que ninguém deveria se sentir culpada por não amamentar, apesar de toda a pressão social para isso. Mas, em contrapartida, uma orientação governamental, uma política pública como aquela em que se inserem as campanhas e manuais para amamentação, deve também fazer uma escolha. E, na minha opinião, a atual escolha do Ministério da Saúde nessa área vem sendo muito acertada.

É preciso dar mais informação e estimular mais o aleitamento materno através de campanhas de massa. Só assim faremos frente às constantes propagandes de leite em pó e farináceos que são a 5ª maravilha e resolvem todos os problemas nutricionais de nossas crianças (para quem pode e quer pagar!). Se vivemos em uma sociedade que divulga como valor central incessantemente o individualismo e o corpo jovem e plastificado como algo positivo, temos também que fazer contra-propaganda para sabermos dos significados positivos da escolha pela amamentação para nossos/as filhos/as durante um período de nossas vidas. Os contra-pontos serão feitos por cada uma de nós, de acordo com nossos valores, relações, sentimentos e experiências. Mas um primeiro passo para o coletivo tem que ser dado mesmo pelo governo e acho que campanhas, informações, médicos/as e profissionais de saúde preparados para lidar com as delicadezas da questão e licença maternidade maior assegurada para todas (e se possível, todos) deveria sim ser um direito de todas nós mulheres para que, aí sim, cada uma possa de fato escolher.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

em frangalhos

Acho que já disse aqui que Tito anda super agarrado comigo. Há quem diga que é da idade (quase 1 ano e 3 meses). Espero que seja e que passe logo. Nunca me senti tão indispensável na vida de ninguém, nem na da minha mãe! E é lindo e totalmente desesperador não poder ser tudo que o outro quer e espera de você. É claro que ao longo da vida lidamos com esse limite extremo várias vezes e de várias maneiras, mas tudo com filho é bem mais radical. Hoje a manhã foi estressante: Tito só queria meu colo o tempo todo (não consegui nem tomar banho antes de sair), culminando com uma garrafa quebrada do lado dele (por ele), mas sem machucar, graças aos deuses, e com uma entrada horrível na escola!  Ele no meu colo sem querer sair, a professora pegando ele e demorando muito para entrar. Resultado: beiço e berreiro e o posterior surto da mãe. Muito muito difícil a maternidade, muitas vezes beirando o impossível. Sorte que meu filho é o Tito, o mais fantástico, alegre e bacana do mundo!
Mas, nesse contexto, o que fazer com o resto da minha vida? Onde é que cabe tudo que não é ele? E meus estudos? Meu trabalho? Meu doutorado? Minhas outras aspirações? Às vezes isso tudo parece ainda mais distante e até mesmo impossível! Sei que estou num dia pessimista, mas só pra dizer que ser mãe e ser pai é bem complicado mesmo. Muitas vezes!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

cheio de dentes

Tito foi ontem à pediatra com o pai por conta de uma tosse que persiste há umas 3 semanas. Causa provável: muitos dentes à vista ao mesmo tempo! Nunca desconfiaria de uma coisa dessas!!!